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Estudantes chilenos armam barricadas e são reprimidos pela polícia

Os estudantes chilenos iniciaram nesta terça-feira (11/10) mais um dia de protestos contra a atual política educacional do país e armaram barricadas que provocaram caos no trânsito em Santiago e na região metropolitana da capital.

As barricadas foram erguidas nos arredores do colégio José Victorino Lastarria, na cidade de Providência, tumultuando o trânsito da avenida 11 de Setembro, já que a polícia interrompeu o tráfego em duas faixas para reprimir os manifestantes.

Os alunos enfrentaram os policiais com pedras arremessadas de dentro da escola. Há registros da prisão de um menor de idade que, de acordo com a polícia, carregava pedras em sua mochila.

Há duas semanas, o prefeito do município, Cristian Labbé, ex-coronel do exército e colaborador próximo do ex-ditador Augusto Pinochet, decidiu desocupar as escolas tomadas por estudantes e encerrar o ano letivo.

Outras barreiras foram montadas em frente à Universidade de Santiago. Os estudantes atearam fogo a pneus e também prejudicaram o trânsito da Alameda, principal via da cidade.
Em ambos os locais a polícia reprimiu os manifestantes lançando jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo.

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Fonte – Opera Mundi

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Chile aumenta em 7% orçamento da educação

Ministro se reúne com estudantes e aceita discutir meios de garantir acesso gratuito à universidade
Efe
 Pressionado pela greve de estudantes iniciada há cinco meses, o governo chileno anunciou nesta sexta-feira o aumento de 7,2% na fatia do orçamento destinada à educação. Também concordou em discutir com o movimento estudantil formas de garantir o acesso gratuito à universidade.
O projeto de lei que será encaminhado amanhã ao Congresso pelo presidente Sebastián Piñera prevê um orçamento de US$ 60 bilhões em 2012, 5% a mais que este ano. Desse total, US$ 11,6 bilhões serão aplicados em educação. Com isso, a previsão é de que o setor absorva 25% do aumento do gasto público em 2012.
Além do anúncio de Piñera, o ministro da Educação, Felipe Bulnes, reuniu-se com lideranças estudantis, em encontro que marcou a retomada do diálogo para por fim à greve. Bulnes afirmou que um novo encontro foi marcado para quarta-feira. O principal item da pauta será a gratuidade.
O ensino superior gratuito é uma das principais demandas dos estudantes, mas o governo tem resistido a atendê-la, alegando que não é justo oferecer universidade de graça a quem pode pagar por ela. “Para o governo, tratar da gratuidade significará tratar de todos os temas que já definimos com os próprios estudantes, como bolsas e acesso às universidades.”
O discurso da principal líder dos estudantes, Camila Vallejo, foi menos otimista que o do ministro.  “Lamentavelmente, ao iniciar as conversas, nos encontramos con vários obstáculos. Um deles foi o governo estabelecer como condição (para o diálogo) a volta às aulas.”
Nesse ponto, o impasse permanece. Universitários e secundaristas ratificaram a decisão de manter a paralisação; o ministro condicionou ao fim da greve a realização de ajustes no ano acadêmico, sem os quais os alunos serão reprovados.
Os estudantes também prometeram manter as manifestação de rua, apesar dos confrontos com a polícia. Um protesto realizado na quinta-feira em Santiago deixou 114 detidos, além de 10 policiais e 4 civis feridos, entre eles um cinegrafista. Grupos de encapuzados depredaram o mobiliário urbano, atearam fogo a um automóvel e saquearam um supermercado.