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SP regula convênio de alunos com deficiência

Instituição precisa ter atuação exclusiva na educação especial e ser fundada há 3 anos
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo regulamentou as regras para convênios com instituições sem fins lucrativos que atuam com educação para alunos especiais. A portaria publicada no Diário Oficial de sábado é a primeira que normatiza as regras no município.
O documento prevê, entre outras coisas, que as instituições sejam sem fins lucrativos, tenham atuação exclusiva na área de educação especial e o mínimo de 3 anos de fundação para que sejam conveniadas com a Prefeitura. Essas regras já eram citadas em deliberações do Conselho Municipal de Educação, mas não haviam sido centralizadas. A portaria é similar ao documento que regulamentou os convênios para as creches - política adotada pelo município para tentar zerar o déficit de crianças sem creche.
A Secretaria Municipal de Educação informou que “neste momento ainda não é possível prever se haverá mais ou menos instituições credenciadas”. Hoje, são 30 convênios, atendendo a 2.267 crianças, jovens e adultos, todos estudantes da rede municipal. De acordo com a secretaria, a exigência de a entidade atuar exclusivamente na área de educação especial já estava prevista, por exemplo, na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e era seguida pelo município.
Essas instituições conveniadas fazem os atendimentos fora do período escolar tradicional - apenas para os alunos cuja deficiência é mais grave e, por isso, precisam de acompanhamento extra. Todos os atendimentos desse tipo em São Paulo são realizados por meio de convênio. Ao todo, as escolas municipais atendem cerca de 14 mil alunos com deficiência. De acordo com a secretaria, nenhuma criança que necessita do atendimento especial extra-aula fica sem ele.
Histórico. A inclusão de crianças com deficiência nas redes regulares é um debate antigo na educação brasileira. Pela lei, todos têm direito à matrícula em escolas regulares. No entanto, o número de matrículas de crianças com deficiência em escolas regulares só superou o das instituições especiais em 2008.
Os alunos com deficiência devem ser matriculados na escola regular e receber atendimento especializado no contraturno. Ainda há a previsão de financiamento da União. Nas escolas, os maiores obstáculos para incluir um aluno com deficiência passam por questões de infraestrutura, metodologia, material didático, professores e profissionais de apoio - além do preconceito.
Os convênios de educação especial na cidade de São Paulo foram transferidos para a Secretaria Municipal de Educação na década de 1990. Em 2009, com a política nacional de Educação Especial, houve a necessidade de readequação.
Paulo Saldana, de O Estado de S. Paulo
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Ato reúne centenas contra a repressão da PM na Universidade e na sociedade

Durante as falas, manifestantes destacaram a política de criminalização adotada pelo reitor João Grandino Rodas
Estudantes, funcionários e intelectuais da Universidade de São Paulo (USP) realizaram na segunda-feira (31) uma manifestação contra a presença da Polícia Militar no campus Butantã, em São Paulo, e contra o papel repressor que a Corporação cumpre na Universidade e em toda a sociedade. O ato aconteceu em frente à reitoria e reuniu no seu ápice cerca de 800 manifestantes.
Muitos estudantes empunhavam cartazes contra a PM e pela descriminalização das drogas. Outros ainda satirizavam a Universidade, vestidos como imperador romano ou juiz. Também estiveram presentes o demitido político e diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Claudionor Brandão, e o professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) Henrique Carneiro, do Departamento de História, que fez um artigo em defesa dos estudantes e da descriminalização da maconha, cujo uso motivou a repressão da PM.
Durante as falas, manifestantes destacaram a política de criminalização adotada pelo reitor João Grandino Rodas contra militantes, estudantes e trabalhadores que se posicionam politicamente contrários à sua gestão. “É preciso pensar quem é o nosso inimigo central para não dividirmos nossa força e hoje nosso inimigo central, responsável pela presença da Polícia pela forma em que ela tem se manifestado, é o reitor [João Grandino Rodas]”, argumentou Carneiro, sob aplausos e gritos dos presentes.
Manifestantes brincavam uns com os outros e diziam que Carneiro poderia ser o novo processado por conta do seu posicionamento político. O professor continuou: “Precisamos conseguir uma estrutura universitária mais democrática, no qual o reitor seja eleito pela comunidade e não indicado pelo governador como ocorreu com esse!”, disse, lembrando que Rodas conquistou o segundo lugar entre os três professores mais votados por um grupo restrito da comunidade acadêmica e foi indicado por José Serra para assumir o cargo.
Depois das falas, os manifestantes saíram em caminhada pelo campus com os gritos “Fora PM” e “Educação, polícia não!”. Eles passaram em frente às classes dos cursos de História, Geografia, Ciências Sociais, Letras, Administração e Economia. Na Faculdade de Economia e Administração (FEA), a manifestação foi impedida de entrar no prédio.
Em forma de jograu, estudantes contrários à PM no campus convidaram os alunos da FEA, que são favoráveis à presença da Corporação, a comparecerem à assembleia que ocorre nesta terça-feira (1), às 18h, no vão do prédio dos cursos da História e da Geografia para discutir a situação. “Nós solidarizamos com a morte do Felipe (estudante da FEA assassinado durante uma tentativa de assalto na Faculdade). Mas a solução do problema da violência não é a PM”, entoaram.
FFLCH quer negociar desocupação
Em reunião extraordinária durante a noite de ontem, a Congregação da FFLCH, órgão máximo de deliberação da Faculdade, acertou uma comissão de três professores e dois funcionários para negociar a saída dos estudantes do prédio da administração da Faculdade, que acontece desde quinta-feira (27).
Uma moção de repúdio pela atuação da Polícia no confronto ocorrido no estacionamento entre os prédios da História e Ciências Sociais também foi aprovada. Em nota, a Congregação disse que “é preciso que haja clareza quanto aos exatos fins e alcance da política de segurança nos campi". O fórum também se propôs reavaliar junto com a reitoria o convênio entre a USP e a Corporação, mas não propôs a saída da PM do campus.
Como condicionantes para desocupar o prédio, os estudantes querem ver atendidas as reivindicações de “Fora PM do campus”, “Fim do convênio” e “Revogação dos processos administrativos contra funcionários e estudantes”.
Pelo menos 26 alunos estão sendo processados pela Reitoria. A maioria em razão da ocupação de um bloco do administrativo do Conjunto Residencial da USP (Crusp), com a finalidade de garantir mais vagas para a permanência estudantil. Há também um processo movido contra estudante que participou da ocupação da Reitoria em 2007. Outros cinco diretores do Sintusp também podem ser demitidos por justa causa por terem prestado apoio ao movimento de trabalhadores terceirizados da Universidade.
Outras reivindicações políticas dos estudantes são o respeito à autonomia aos espaços estudantis como o espaço do Núcleo de Consciência Negra e da Moradia Retomada, e a queda do Regimento Disciplinar da USP, criado em 1972, durante a ditadura civil-militar.
Fonte – Brasil de Fato
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Cresce uso de computador na pré-escola

Apesar de controvertidos, programas são adotados cada vez mais nos EUA; estratégia é utilizada, por exemplo, em classes grandes
New York Times
LOS ANGELES - Lena Barrett, que cursa o pré-primário, sentou diante do laptop, na sala de aula, e clicou numa série de ícones. O apresentador de um programa de desenhos animados apareceu na tela. “É hora de mostrar o que você sabe, encontrando palavras”, disse ele. “Você vai clicar nas palavras que significam a mesma coisa que o narrador disser. Então, clique na palavra que significa ‘maravilhoso’.”
Em uma das escolas que adotam computadores, crianças que estavam atrasadas conseguiram se recuperar
Lena, de 6 anos, clicou em “magnífico”. O apresentador deu outra palavra. Minutos depois, ela hesitou com a palavra “frágil”, até clicar em “delicado”.
O ensino pelo computador nos primeiros níveis da instrução pode ser controvertido e raramente é usado diariamente para substituir as aulas tradicionais. Mas um número crescente de escolas vem adotando tais programas, que, segundo os proponentes, permitem que o aluno avance no seu próprio ritmo e ajudam os professores a administrar salas de aula com grande número de alunos, à medida que os orçamentos para as escolas são cortados nos Estados Unidos.
A escola onde estuda Lena foi inaugurada em 2010 para atender alunos de minorias e famílias de baixa renda no sul de Los Angeles. Os alunos participaram de um experimento - o Programa Conhecimento é Poder (Kipp, na sigla em inglês)-, “um aprendizado misto”, em que aprendem com computadores e professores. Os resultados foram tão promissores que os diretores continuaram utilizado computadores nas aulas do pré-primário neste ano.
Membros do Kipp esperam que o uso do computador se expanda por sua rede de 109 escolas em 20 Estados e no Distrito de Colúmbia. A Rocketship Education, outra rede nacional de escolas, também coloca seus alunos do pré na frente dos computadores e algumas escolas e distritos de Califórnia, Arizona, Virgínia e outras áreas estão fazendo experiências com um ensino baseado em computador.
“As primeiras indicações são de que a experiência pode ser repetida em salas de aula no futuro, à medida que vamos subindo de classes”, disse Richard Barth, diretor executivo da Kipp Foundation. A fundação adota um modelo de ensino que se caracteriza por um aumento nos dias de aula, um ano escolar mais longo e testes padronizados frequentes.
O diretor da Kipp, Mike Kerr, concebeu um sistema de alternância em que os alunos passam meia hora nos laptops, duas vezes por dia. Segundo ele, os computadores permitem que se crie grupos pequenos, crucial para o sucesso da criança. Aquelas que começaram o ano atrasadas em relação aos colegas se formaram no mesmo período que os outros. No fim do ano, mais da metade dos alunos ficaram entre os 25 melhores do país em matemática e leitura.
Com apenas um ano de dados, ainda é preciso ver se os computadores podem melhorar os resultados dos alunos a longo prazo. Além disso, especialistas se mostram cautelosos com a ideia. “Pais, professores e educadores estão certos em se preocupar com o tempo que a criança fica diante do computador, no caso de ele substituir experiências e atividades de aprendizado básicas”, disse Chip Donohue, diretor de ensino à distância no Erikson Institute em Chicago. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
Fonte – Estadão Educação
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